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24
ago

Aprenda a lidar com o palavrão

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Nascemos como um livro em branco que vai sendo preenchido e reescrito por meio de aprendizagens externas. Essa é a explicação da metáfora da “tábula rasa” ou “folha de papel em branco”, utilizada por filósofos como Aristóteles e Locke para ilustrar que nenhum conhecimento é inato, ou seja, que tudo que sabemos e pensamos é resultado dos ambientes que vivemos, coisas que vemos e pessoas que conhecemos. Mesmo que se aplique por toda a vida – afinal seguimos conhecendo coisa novas todos os dias -, essa teoria é ainda mais perceptível nas crianças, para quem tudo no mundo é algo novo, e o aprendizado vem na base da imitação.

Nesse exercício de repetições e aprendizados, talvez nenhum seja mais marcante que a fala. As crianças aprendem novas palavras e frases o tempo todo e, mesmo sem compreender o significado, passam a repeti-las. Assim, chega o inevitável momento em que os pais se pegam na saia justa de escutar o seu pequeno falando um palavrão. Dependendo da situação, alguns ficam envergonhados, outros partem para a repreensão, e há ainda quem ria, ao escutar alguém tão fofinho falando uma “palavra feia”. Mas qual é realmente a melhor forma de reagir? E como se deve lidar com essa nova fase?

É praticamente unanimidade entre os pedagogos que a melhor forma é não esboçar reações nem positivas, nem negativas, afinal as crianças percebem que determinada palavra causa uma reação inesperada e passam a testá-la. O ideal é ignorar, fingir que não escutou.

Se a criança persistir com o palavrão ou ir aprendendo palavrões novos, é o momento de impor limites, mas sempre com calma. Sua irritação servirá para lembrar a criança de que falar palavrão é uma boa forma de chamar a atenção. As alternativas vão desde falar num tom neutro e desinteressado que essa palavra não deve ser usada e apresentar substitutos “limpos” ou divertidos, até impor pequenos castigos, como deixá-la sem ver televisão por um tempo, ou manda-la ficar sentada no cantinho por dois ou três minutos.

E voltando ao início, lembre-se do mais importante: a criança é como uma esponjinha que absorve tudo que há ao redor. As chances de ter escutado um palavrão dos pais ou familiares, sem que esses tenham notado, é bastante grande. Então dê exemplo. Vale lembrar também que uma família harmoniosa, onde há respeito e carinho, refletirá numa criança educada e bondosa.

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