Facebook
04
set

Andador: por que estão todos contra ele

31_08_8

Os primeiros passos são sempre marcantes na vida do bebê e dos pais. É um momento na vida da criança que dá vontade de compartilhar com todo mundo, simplesmente porque representa um avanço na sua independência. Mas esse desenvolvimento deve ser influenciado através do andador? Existe uma grande campanha dizendo que não.

A conjuntura atual é de grande polêmica em torno do produto. No Brasil, no ano de 2013 uma liminar da Justiça de Passo Fundo (RS) determinou a proibição da comercialização de andadores infantis em todo o pais. Na decisão, a juíza destaca que nenhuma das marcas analisadas está dentro das normas de segurança do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e coloca que “a natureza do produto se destina a bebês e crianças na fase de aprendizagem do ato de caminhar, portanto, em situação biológica de vulnerabilidade potencializada”.
Antes disso, no ano de 2010, a Associação Profissional de Médicos de Crianças e Adolescentes da Alemanha lançou uma campanha defendendo a proibição da venda de andadores. Dados de pesquisas realizadas no Reino Unido também mostram que o andador é o equipamento infantil que mais provoca acidentes e lesões.

Médicos pediatras afirmam que quando seu bebê está utilizando o andador, ele fica em uma altura que não é a adequada à idade, o que dá certa “liberdade” à criança. Assim, o bebê pode alcançar objetos que normalmente não alcançaria, como facas, tesouras, entre outros utensílios domésticos, o que pode ter consequências terríveis.

A Revista Pediatrics, uma das principais publicações da área, coloca que o uso do andador atrasa o aprendizado da criança. Segundo estudos apresentados na publicação, bebês que usam andador demoram muito mais para aprender a andar e podem apresentar um atraso considerável no desenvolvimento motor e mental. Sentar, andar e caminhar são avanços que levam muito mais tempo em crianças que utilizaram andador.

Para atingir marcos de desenvolvimento o bebê precisa passar pelas fases de rolar, sentar, engatinhar e brincar no chão. Por isso, mesmo que se mostre cansativo carregar seu filho no colo, é preciso que estas fases sejam respeitadas e superadas com naturalidade, tanto pelo crescimento saudável do bebê, quanto pela sua segurança.

0 Comentários

Deixe o seu comentário!