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06
nov

Adoção: uma atitude que exige muito amor e dedicação

06_11

Sempre repleta de incertezas e inseguranças, a adoção de um filho nunca é uma decisão fácil. Sou capaz de adotar uma criança? A casa está preparada para receber um novo integrante? Consigo amar uma vida que não foi gerada por mim?

Essas são dúvidas completamente normais e legítimas. Mais do que analisar a condição financeira da sua casa para receber uma nova vida, é importante refletir sobre as diversas questões que envolvem o assunto, tudo com conhecimento próprio, empatia e muita paciência.

Mesmo com a melhor das intenções, realizar uma adoção de forma precipitada pode trazer consequências devastadoras para a criança. Em um mundo cada vez mais separado por preconceitos e padrões, voltar às mãos do estado é uma sensação desanimadora. Tentar compreender que as coisas não deram certo por despreparo da família que a recebeu é algo altamente complexo para criança, e ainda mais complicada para adolescentes. Fazer uma análise sincera e descobrir se você é realmente capaz de lidar com as adversidades é fundamental ao cogitar a adoção.
Cada vida é única

Antes de iniciar o processo, é muito importante que você tenha certeza de que consegue lidar com as diferenças. Apesar dos inúmeros avanços em relação à adoção, campanhas de incentivo, debates e congressos, algumas características como a idade e cor da pele permanecem como tabus.

A maioria das pessoas tem preferência por recém-nascidos e brancos, buscando casos com índice menor de conversas desafiadoras sobre desamparo, injustiças e, eventualmente, as cicatrizes de um preconceito racial.

Saber quais experiências positivas e negativas a criança viveu é essencial para entender comportamentos e como lidar com eles. Se deseja adotar uma vida, prepare seu coração para lidar com as histórias que ela carrega.
Como eu faço para adotar?

Após uma reflexão profunda sobre todos os fatores, você tem a convicção de que deseja adotar uma vida? Então vá até o Fórum de sua Comarca, com seu RG e um comprovante de residência. A Vara agendará uma entrevista para a data que o setor técnico do Fórum tiver disponível.

Neste momento, você receberá a lista dos documentos necessários para dar continuidade ao seu processo. Esses documentos variam em cada vara judiciária, mas geralmente são:
– O modelo do requerimento de inscrição que será fornecido pelas Varas da Infância e da Juventude, preenchido pelo próprio requerente e protocolado no cartório da infância e juventude acompanhado de documentos que podem ser apresentados em seu original, por cópia autenticada ou simples. No caso de serem apresentadas cópias simples, estas deverão ser conferidas pela serventia frente aos originais e tal circunstância ser certificada. Os documentos a serem apresentados são os seguintes:

1 – cópia dos documentos pessoais dos requerentes (Carteira de Identidade, Cadastro de Identificação do Contribuinte, Certidão de Casamento, se casado, ou Certidão de Nascimento, se solteiro, sendo que as certidões deverão ser de expedição recente);
a – comprovante de residência (conta de luz, telefone, energia elétrica, correspondência bancária ou de cartão de crédito, etc.);
b – comprovante de rendimentos, ou declaração equivalente (holerite, declaração do imposto de renda, declaração do empregador em papel timbrado ou com firma reconhecida, etc.);
c – atestado ou declaração médica de sanidade física e mental;
d – fotografia(s) do(s) pretendente(s) e de sua residência (parte externa e interna).

2 – Registrado e autuado o requerimento e certificada a juntada de todos os documentos, o juízo deverá requisitar certidão do distribuidor forense cível e criminal, juntando-as aos autos. Caso o requerente resida na comarca há menos de 10 anos, deverá ser requisitada certidão junto ao distribuidor de seu anterior domicílio, isso enquanto não estejam integrados no Estado os dados de distribuição por meio eletrônico;

3 – Devidamente instruídos os autos, serão eles remetidos ao Setor Técnico para o agendamento de entrevista(s) por Assistentes Sociais e/ou Psicólogos, que cuidarão da intimação telefônica do pretendente;

4 – encerrada a avaliação técnica por meio de parecer (es) conclusivo (s), terá o Ministério Público vista dos autos;

5 – após, deverá ser decidido o pedido de habilitação, por sentença, para inclusão dos requerentes no cadastro da vara e comunicação à CEJAI para inclusão no cadastro estadual.
Informe-se e saiba mais sobre o processo de adoção em sua cidade. Mas lembre-se: esta é uma atitude de muito amor e exige evolução na mesma medida.

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